De acordo com Vicente Gentil, a corrosão é definida como a deterioração de um material por ação química ou eletroquímica do meio ambiente, que pode estar associado ou não a esforços mecânicos. O fenômeno de corrosão pode afetar diversos tipos de materiais, como concreto (corrosão por sulfato), borracha (corrosão por ozônio), madeira (corrosão por ácidos) e os principais deles, os metais. Esse processo acaba por alterar as características do material e torna-lo inapto para a sua função, pois modifica a estrutura do sólido, desgasta o material e altera quimicamente a sua composição.
A corrosão é uma forma natural dos metais voltarem ao seu estado original de óxido – aquele que é encontrado na natureza – que representam a sua forma mais estável energeticamente. Com isso, toda instalação industrial está sujeita aos seus efeitos. Dessa forma, esse fenômeno acaba por afetar o processo de diversas maneiras, a primeira delas são as perdas diretas, que abrangem o custo de substituição das peças e equipamentos corroídos, também há as perdas indiretas, como paradas acidentais e perda de produto causados pela corrosão.

Representação do processo de corrosão galvânica
Existem diferentes tipos de corrosão, que podem ser classificados quanto à forma, sendo os principais tipos apresentados a seguir:
Corrosão uniforme: a corrosão se processa em toda a extensão da superfície, ocasionando assim uma perda de espessura aproximadamente uniforme.

Corrosão uniforme
Corrosão por placas: a corrosão se localiza apenas em algumas regiões da superfície metálica, e não em toda a sua extensão, formando assim placas com escavações.

Corrosão por placas
Corrosão alveolar: a corrosão se processa na superfície metálica, produzindo escavações arredondadas, de diâmetro relativamente grande quando comparado a profundidade.
Corrosão puntiforme ou por pite: a corrosão se processa na superfície metálica, produzindo pites, que são cavidades que apresentam profundidade grande, quando comparadas ao diâmetro, chegando muitas vezes a perfurar a parede metálica.

Corrosão por pites
Para minimizar os processos corrosivos, é necessário remover os componentes ácidos do meio, como cloretos e sulfatos. Para isso, adota-se duas principais medidas: o tratamento de água e a realização de purgas periódicas no sistema. Em relação ao tratamento, ele consiste da manutenção do valor do pH do meio em faixas neutras ou levemente básicas, que ocorre a partir da dosagem de produtos químicos (exemplo: hexametafosfato de sódio). Já para as purgas, elas têm como objetivo remover os excessos de cloretos e sulfatos, retirando uma certa quantidade da água de recirculação, que se encontra concentrada nesses íons, e substituindo-a por uma água de make-up com uma qualidade superior.